Ratos Di Versos: Passos
ESTALAR DE DEDOS
Te qauero tanto,
pois nunca nada fostes e
em tudo penetraste,
como uma serpente, que
enlouquecida,
despojou-se do veneno
e acabou virando um traste
Te chamo tanto
pela insana madrugada que
meus clamores em tua estrada
como agüentas, não sei mais
e minhas chamas que, à distância,
permanecem em tua cama
Ah! Mas como é grande
esta saudade tão revolta
assoviada como um canto à tua volta
e amarelada como um papel que cruza o tempo
O que não entendo
é este amor
surdo e raquítico
enlameado por vivas ironias
desencontrado na catarse de uma orgia e
que já devia estar lavrado em testamento...
Mas, quando sinto acordado o sentimento
doem minhas ancas e
em tormento
pulsa o coração - já enferrujado -
escorrendo, pois, sangue pelas ventas
deste amor, viril e sentenciado.
Dói.
Vem lá do fundo a dor nefasta que
meu corpo toma e
febril se alastra
devassando o espectro da esperança
E, este amor que tanto amo,
chamo e quero...
... que fugiu das pedras
que atravessou as eras
e num ciclone vai-se transformando...
Ah! Deste amor, um só sinal espero
e um estalar de dedos que me acorde
e me permita ir, andando
para alcançar alguma encruzilhada
que me permita esclher a minha estrada:
A trilha da MULHER ou
do molambo...
ESTALAR DE DEDOS
Te qauero tanto,
pois nunca nada fostes e
em tudo penetraste,
como uma serpente, que
enlouquecida,
despojou-se do veneno
e acabou virando um traste
Te chamo tanto
pela insana madrugada que
meus clamores em tua estrada
como agüentas, não sei mais
e minhas chamas que, à distância,
permanecem em tua cama
Ah! Mas como é grande
esta saudade tão revolta
assoviada como um canto à tua volta
e amarelada como um papel que cruza o tempo
O que não entendo
é este amor
surdo e raquítico
enlameado por vivas ironias
desencontrado na catarse de uma orgia e
que já devia estar lavrado em testamento...
Mas, quando sinto acordado o sentimento
doem minhas ancas e
em tormento
pulsa o coração - já enferrujado -
escorrendo, pois, sangue pelas ventas
deste amor, viril e sentenciado.
Dói.
Vem lá do fundo a dor nefasta que
meu corpo toma e
febril se alastra
devassando o espectro da esperança
E, este amor que tanto amo,
chamo e quero...
... que fugiu das pedras
que atravessou as eras
e num ciclone vai-se transformando...
Ah! Deste amor, um só sinal espero
e um estalar de dedos que me acorde
e me permita ir, andando
para alcançar alguma encruzilhada
que me permita esclher a minha estrada:
A trilha da MULHER ou
do molambo...
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